02/02/14

Pesquisar em educação: considerações sobre alguns pontos-chave

Análise do texto: Pesquisar em educação: considerações sobre alguns pontos-chave

A autora propõe cinco pontos que podem contribuir para a discussão da pesquisa que se produz em educação.

1.    O que se entende pro pesquisa
2.    Qual a idéia de paradigma,
3.    Confronto dos métodos qualitativos em relação aos quantitativos
4.    O possível papel dos estudos quantitativos,
5.    Os grupos de pesquisa e a emergência de novos tipos de temática.

A palavra pesquisa pode denotar desde a simples busca de informações, localização de textos, eventos, fatos, dados, locais, até o uso de sofisticação metodológica e uso de teoria de ponta para abrir caminhos novos no conhecimento existente, e mesmo criação de novos métodos de investigação e estruturas de abordagem do real.


Não se pode tomar a palavra pesquisa de modo amplo e vago, mas é necessário tomá-la em uma acepção mais acadêmica, implicando o uso de métodos específicos, preocupação com validade, rigor ou consistência metodológica, preocupação com a ampliação ou construção de novos conhecimentos sobre determinada questão.

Embora o termo paradigma tenha assumido no discurso acadêmico sentidos os mais variados, ele lembra a necessidade de existência de um consenso em relação a referentes analíticos básicos, historicamente constituídos e institucionalizados organicamente.
Nesta perspectiva torna-se muito difícil colocar os estudos e pesquisas em educação como ciência, estando ainda na condição de conhecimentos pré-paradigmáticos. Não há consenso paradigmático no campo das pesquisas em educação. Isto não quer dizer, no entanto, que não se possa ter nos estudos no campo da educação uma preocupação com questões de teoria e método, e quanto ao sentido mais geral e a uma certa consistência dos conhecimentos a serem construídos.

Na discussão em torno das abordagens qualitativas X quantitativas encontramos uma polarização de argumentos que nem sempre leva em conta os limites e as limitações de ambas na produção de conhecimentos.
Na abordagem qualitativas que tem grande valor, as dificuldades metodológicas de seu emprego nem sempre são consideradas e sua abrangência interpretativa nem sempre respeitada, levando a generalizações impróprias.
Na abordagem com trabalhos que usam quantificações nem todo trabalho deste tipo tem a abrangência que muitas vezes lhe é atribuída e a significação que lhe é concedida.
É preciso considerar que os conceitos de quantidade e qualidade não são totalmente dissociados, na medida em que, de um lado, a quantidade é uma interpretação, uma tradução, um significado que é atribuído à grandeza com que um fenômeno se manifesta. Por outro lado, nas abordagens qualitativas, é preciso que o evento, o fato, se manifeste em uma grandeza suficiente para sua detecção.


Assim, é fundamental o conhecimento dos meandros teóricos, técnicos e metodológicos da abordagem escolhida.
Problemas são observáveis em pesquisas quanto ao emprego de qualquer desses métodos, seja em artigos de periódicos, seja em dissertações de mestrados ou teses de doutorado.

O papel dos estudos quantitativos
Atualmente, na área da pesquisa educacional poucos estudos empregam metodologias quantitativas.
Há mais de duas décadas que na formação de educadores e de mestres e doutores em educação não se contemplam estudos disciplinares sobre esses métodos.
Estudos que utilizam mensurações também são poucos. Esta dificuldade no uso de dados numéricos na pesquisa educacional rebate de outro lado na dificuldade de leitura crítica, consciente, dos trabalhos que os utilizam, o que gera na área educacional dois comportamentos típicos: ou se acredita piamente em qualquer dado citado (muitas vezes dependendo de quem cita – argumento de autoridade), ou se rejeita qualquer dado traduzido em número por razões ideológicas reificadas, a priori. Os métodos de análise de dados que se traduzem por números podem ser muito úteis na compreensão de diversos problemas educacionais.
Mais ainda, a combinação deste tipo de dados com dados oriundos de metodologias qualitativas pode vir a enriquecer a compreensão de eventos, fatos, processos. As duas abordagens demandam, no entanto, o esforço de reflexão do pesquisador para dar sentido ao material levantado e analisado.
Verificamos que os estudos com dados quantificados, com estas características e contextualizadas por perspectivas teóricas, com escolhas metodológicas cuidadosas, trazem subsídios concretos para a compreensão de fenômenos educacionais indo além dos casuísmos e contribuindo para a produção/enfrentamento de políticas educacionais, para planejamento, administração/gestão da educação, podendo ainda orientar ações pedagógicas de cunho mais geral ou específico.

Grupos de pesquisa e emergência de novos tipos de temáticas
Pesquisar é trabalho de equipe, trabalho colaborativo com ancoragem em redes de referência.
Há sinalizações de novas tendências no desenvolvimento da pesquisa em educação, com desprendimento de estritos campos disciplinares e avanços na procura de interfaces e diálogos pertinentes interáreas, diferentes abordagens e diferentes modos de teorização.
Percebe-se uma nova sensibilidade nos pesquisadores em relação à educação enquanto processo social e cultural, com significados que se fazem públicos e compartilhados, mas cujo sentido se cria nas relações que permeiam suas práticas, seja em nível de sistemas, seja em nível das escolas, salas-de aula, dos alunos, professores, pais, etc.
Do ponto de vista das teorizações, o diálogo do pesquisador com autores e bibliografias precisa pautar-se mais pela dúvida e discussão, pela postura crítica e ampliadora, e não apenas pela reprodução e aceitação.
Em geral se faz relato do que já se tem como acervo, ou seja, reprodução do que está já publicado (ipsis) e, portanto, é acessível a qualquer um.
A autora faz uma crítica em relação ao uso maçante das mesmas citações em vários trabalhos, não havendo uma revisão bibliográfica sobre os temas debatidos.
Não se debatem idéias de autores, nem se confrontam autores em busca de referentes próprios. Reproduz-se.


03/03/13

A PROBLEMÁTICA AMBIENTAL

A formação de impérios coloniais nas Américas possibilitou a exploração dos recursos naturais existentes em abundância, como, por exemplo, a madeira, o ouro, a prata e a cana-de- açúcar. A exploração irracional de tais riquezas trouxe profundas alterações no meio ambiente das Américas, provocando, ao longo do tempo, desmatamento, alteração climática, poluição de rios e extinção de espécies vegetais e animais.
O crescimento das cidades, no século XX, trouxe novo impacto ao meio ambiente a partir da ocupação desordenada do solo, da multiplicação de fábricas e do aumento da frota de automóveis.
Nas décadas de 1980 e 1990, cresceram os problemas ambientais em países como o Brasil, e profundas mudanças aconteceram no meio ambiente, interferindo na qualidade de vida da população.

OS RESULTADOS DAS CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS SOBRE MEIO AMBIENTE

As Conferências de meio ambiente patrocinadas pela ONU foram marcos decisivos na luta por um ambiente saudável no planeta; mas a Conferência de Estocolmo foi a primeira grande conferência que tratou da questão ambiental em termos mundiais e favoreceu a implementação de programas, projetos e ações nessa área nos mais diferentes países.

02/03/13

AMBIENTE DE VIDA DAS ESPÉCIES ANIMAIS E VEGETAIS

O homem, para sobreviver no planeta Terra, depende, primordialmente, de um conjunto de recursos naturais denominados elementos da Natureza, que são quatro: ar, água, fogo e terra. A Ciência tenta compreender todos os fenômenos da Natureza a partir de interações entre os elementos. A vida no planeta azul (Terra) depende do perfeito equilíbrio dos recursos naturais ali existentes.

  • Recursos naturais renováveis (elementos que formam a parte não viva ou abiótica e vegetal), que podem ter reposição de espécies total ou parcial

  • Recursos naturais não renováveis (parte não viva ou abiótica), isto é, após serem utilizados não podem ser produzidos nem repostos.

Elementos da Natureza

Elemento água
A água é um elemento primordial à manutenção da vida, e está presente na placenta que envolve o corpo humano (70% do peso do homem), nos alimentos, no orvalho das folhas das árvores, nas espécies animais, no ar atmosférico etc.

A água pode ser encontrada na Natureza em estados líquido (rio, oceano), gasoso (vapor de água) e sólido (gelo, neve). 

TÉCNICA, TECNOLOGIA E CIÊNCIA: IMPLICAÇÕES PARA A VIDA NO PLANETA

Uma tecnologia produz mudanças com implicações muito maiores do que normalmente se dá atenção. Elas acontecem no plano da produção dos bens de consumo e das relações sociais, por isso a tecnologia gera implicações econômicas, políticas, sociais e culturais. Em nome do progresso, as construções urbanas tornam a vida humana cada vez mais solitária, a poluição do ar provocada pelas fábricas aumenta, áreas verdes e de preservação ambiental são alvo de especulações imobiliárias.
Desde o início do século XX já existem reflexões sobre a técnica. Entretanto, poucos estudiosos identificaram que o interesse deveria ser deslocado da técnica para a tecnologia, ou seja, que a técnica contemporânea não está restrita ao trabalho manual ou mecânico que se realiza sobre um material.

A técnica é tão antiga quanto a existência da humanidade. No estágio inicial da história da Ciência, o instrumento é um prolongamento do corpo humano. O martelo aumenta a potência do braço e o arado é a mão escavando o solo.
No século XVII, com a Ciência moderna, as perspectivas de avanço tecnológico cresceram e uma de suas características marcantes é que agora o homem quer submeter a Natureza às suas ordens. Enquanto o instrumento constitui uma extensão do corpo, temos a técnica potencializando a energia humana.

No contexto de associação entre Ciência e técnica, há uma transição do uso do instrumento e da ferramenta para a máquina que executa o que antes o homem fazia.
Podemos, finalmente, compreender o seguinte: A tecnologia é definida como toda invenção, incluindo ferramentas, máquinas, materiais e recursos que facilitam a vida das pessoas.
A presença de novas tecnologias provoca mudanças sucessivas na organização política, econômica e social. uma conseqüência social é o desemprego causado pela substituição massiva de pessoas por tecnologias que substituem o trabalho humano.

CIÊNCIA, TÉCNICA E TECNOLOGIA

As concepções sobre a ciência e o cientista

É necessário entender o conhecimento científico como o resultado de uma produção histórica e social, ou seja, de uma criação.
Com freqüência, a idéia de Ciência e de cientista é muito distorcida. As representações são masculinas, as figuras têm os cabelos desarrumados, uma lâmpada na cabeça saindo faíscas, raios em explosão de tubos de ensaio, fumacinhas subindo de diversos equipamentos de laboratório além de outras figuras do gênero ou correlatas. Estes são alguns dos ESTEREÓTIPOS construídos socialmente para indicar o entendimento sobre a Ciência e o cientista.
Nem os próprios cientistas acreditam mais no conhecimento científico como “a verdade” absoluta. Então, isso é mais um motivo para romper com as práticas do ensino de Ciências centradas na memorização e na repetição mecânica e sem sentido. A ciência ela é resultado do processo de busca do conhecimento; é um exercício constante de aproximação da realidade, e como tal, é histórica e socialmente determinada.

O QUE É CIÊNCIA?
Há três principais concepções de Ciência ou de ideais de cientificidade: